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JUAZEIRO DO NORTE - CE
JUANORTE
O Think Tank da Metrópole do Cariri

Capa 06/08/2017 Edição 431

SÍMBOLO DO JUAZEIRO

Uma cidade em desenvolvimento, como Juazeiro do Norte, já a mais desenvolvida do Cariri e uma das 100 maiores do Brasil, precisa ter cuidados especiais com seu marketing para potencializar seus valores e evitar pequenas falhas de difusão, de conceito, de conteúdo e até mesmo em eventuais acrônimos perturbando a sua gradual projeção e a sua consolidação no processo de transformação e crescimento.. Como ensina Phillip Kotler, professor de marketing da Universidade de Chicago e guru do marketing mundial, o marketing não cria necessidades, as necessidades existem antes do marketing, mas o marketing influencia percepções e desejos. Marketing é uma ciência social, marketing é comunicação, mas marketing é antes de tudo, psicologia. Por isso, o marketing de cidades é uma guerra mental. Assim sendo,, o marketing de uma cidade não pode estar em mãos de amadores porque é o destino de uma cidade que está em jogo.. Isso vale até mesmo para a simples adoção de acrônimos. Um acrônimo (do grego clássico) ou sigla é um vocábulo ou redução literal de intitulativos .no Brasil, Há casos sugestivos de denominações de cidades por acrônimos que realmente lembram essas cidades: Sampa todo mundo sabe que é são Paulo, Floripa todo mundo sabe que é Florianópolis. Belô todo mundo sabe que é Belo Horizonte. No caso de Juazeiro do Norte é preciso atenção e valorização ao seu prefixo JUÁ na construção de acrônimos para permanente lembrança do seu nome. É o que faz, por exemplo, o Rio de Janeiro Rioshow, Rockrio, Festrio, Gastrorio são

expressões de eventos que, obrigatoriamente, lembram e promovem o Rio. Dizem que o marketing do Rio é melhor do que o marketing de São Paulo, mas São Paulo tornou-se famoso em todo o Brasil como capital do trabalho, diferenciando-se do Rio, capital da diversão, porque o ,marketing de lá é mais bem feito. Da mesma forma, Juazeiro deve cuidar de sua valorização. Juazeiro não pode aceitar, passivamente, certas imposições da mídia de Fortaleza que, sabidamente, tem má vontade e discriminação com Juazeiro. É preciso rejeitar, por exemplo, a denominação do Guarani do Juazeiro pelo acrônimo de Guaraju. Este é um acrônimo que não divulga nem promove o Juazeiro simplesmente porque JU não diz absolutamente nada sobre Juazeiro. É um acrônimo para esconder Juazeiro. Lembra Jujuba, Júlio, Juliano, Judá, menos Juazeiro. E por que não lembra Juazeiro? Porque JU não é o prefixo do Juazeiro. Por isso, a mídia o futebol do Juazeiro poderiam se referir ao Guarani do Juazeiro como Guarajuá para se diferenciar do Guarani de Sobral e fixar, imediatamente, sua cidade de origem. Juazeiro. Com base nessa crença no marketing, o JUANORTE tem adotado desde o início de sua publicação, há quase 10 anos, algumas expressões que ligam diretamente ao nome Juazeiro. Exemplos: JUABC, acrônimo de denominação do triângulo caririense (Juazeiro, Barbalha e Crato) considerando Juazeiro líder absoluto do Cariri; METROJUÁ, acrônimo de denominação da Região Metropolitana do Juazeiro; e o próprio JUANORTE é um acrônimo que lembra imediatamente Juazeiro. Essa atenção é exigida aos profissionais de gestão e comunicação da Prefeitura Municipal do Juazeiro, dos órgãos municipais do

 

Foto: Mwmoeial  Padre Cícero-Juazeiro

Juazeiro e da mídia do Juazeiro. Parece bobagem, mas se houvesse esse cuidado a denominação da primeira Festa do Livro do Juazeiro, que será realizada nesta semana, dias 10 e 11 de agosto, no Memorial padre Cícero, não seria Flijuno. É bom lembrar a observação de outro especialista estadunidense, Pete Blackshaw: "Que "a propaganda é e a alma do negócio", já é velha; agora o marketing é o espírito da coisa!". Se esta Festa do Livro tem como objetivo promover Juazeiro no cenário nacional, e talvez internacional, o nome da cidade precisa estar no espírito da coisa. Ora, FlijoJuno, como Guaraju, nãoo diz absolutamente nada em referência ao Juazeiro. Um evento desse porte, que segue o modelo da Filp, de Paraty, no Rio de Janeiro, de prestigio internacional e que também pode colocar Juazeiro no mapa da literatura nacional e na rota internacional da literatura, não oode ser desprezado quanto aos princípios do marketing. Flijuno não vende de jeito nenhum Juazeiro fora do Cariri, no cenário nacional. Por que:? Porque Juno lembra apensas a esposa de Júpiter na mitologia grega, mas nada em relação ao Juazeiro. Daí a sugestão para que se use a expressão FLIJUÁ, esta sim traz o prefixo do JUAzeiro e lembra imediatamente Juazeiro. É um prefixo forte, bonito, pra cima, que pode ajudar muito na difusão e na promoção do Juazeiro no cenário nacional. E FLIJUÁ pode ser, como marketing, o novo símbolo do Juazeiro na rota internacional da literatura e o símbolo do Juazeiro como novo destino cultural do Brasil. Afinal, como ensinam "As Leis Vencedoras do Marketing", do especialista norte-americano All Ries, , o marketing é uma batalha de percepções. Sucesso à FLIJUÁ."

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*Jota Alcides, jornalista e escritor, é autor de "O Recife - Berço Brasílico" e "Marquês do Recife"

 



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