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JUAZEIRO DO NORTE - CE
JUANORTE
O Think Tank da Metrópole do Cariri

Capa  10/12/2017  Edição 444

SEM DNA NÃO É JUSTO - 46

 

Foto: Estátua do Padre Cícero-Juazero

Caros amigos e leitores do JUANORTE, uma biografia do Imperador Romano Flávio Valério Constantino, por mais simples que seja, além de abordar fatos ligados a guerras, conquistas de novos territórios, administração dum imenso Império, assassinato de inimigos e parentes bem próximos não pode deixar de citar sua grande intimidade com a Igreja Católica Apostólica Romana, pois além de permitir que essa Entidade (obviamente por conveniências políticas) sentasse no trono a seu lado foi considerado por alguns autores, seu primeiro papa. Pois bem inicialmente o cristianismo surgiu na Judéia, onde estava fadado a desaparecer, uma vez ser ignorado e desacreditado pelos próprios judeus. Entretanto, seus dirigentes, já naquela época "pensavam grande"; pois nesse caso, onde existia o poder? Onde residiam as benesses do fasto? Simplesmente na cidade de Roma, onde as coisas aconteciam e o destino de nações ou povos era traçado, por homens fantásticos, monarcas guerreiros equiparados aos deuses. Aí mesmo! Sim, Senhor! Nesse sentido e a exemplo do nordestino que se desloca para o estado de São Paulo em busca da sorte grande. Do "mundo pobre" que sonha com os encantos e facilidades da América, eles mudaram de "mala e cuia"para a capital do Império, montando, segundo consta um "acanhado escritório", em algum subúrbio duma Urbe efervescente e mágica. A honra, ou incumbência de tamanha responsabilidade foi conferida a um integrante do grupo, o apóstolo Pedro, já famoso num passado recente. Portanto, e resumindo o assunto os cristãos aconteceram porque estavam em Roma e Constantino passou a notá-los porque eles estavam dentro das fronteiras do Império, interagindo no seu dia-a-dia. Diferentemente de um cálculo aritmético, onde dois mais dois são quatro, ou de uma reação química quando se misturam substâncias, no momento em que se juntam pessoas, ou entidades, os resultados são impossíveis de prever, ou quantificar-se; acredite. Por isso, não foi o destino que aproximou Constantino da Igreja, mas as necessidades de uma gestão periclitante. Obviamente os resultados foram aparentemente imprevisíveis, todavia esperados por qualquer neófito; afinal, de um lado estava à máquina de guerra e conquista mais perfeita da época, e do outro, homens sedentos de poder e siderados nas benesses do fasto, ou nada menos que pessoas que sabiam o que queriam. E, como sabiam! Dando prosseguimento ao relato, Flavius Valerius Constantinus nasceu na Sérvia por volta do ano 280, e era filho de Constâncio Cloro e Helena, uma simples taverneira da Ásia Menor. Foi educado na corte de Diocleciano, depois de permanecer determinado período junto a Galério. Uma vez que esse convívio não o agradava, aproveitou-se de um chamado do pai e afastou-se da corte, sob alegativa de se integrar numa expedição rumo à Inglaterra. De alma complexa, o futuro Imperador Romano trazia consigo características por demais contraditórias, senão vejamos. Ora vigoroso, impetuoso, ora desanimado, influenciável, e às vezes cheio de generosidade e clemência, outras, violento, sanguinário e impiedosamente cruel. Em algumas ocasiões era humilde, orgulhoso, instável, instintivo e supersticioso. Era um homem de personalidade obscura e caráter indefinido. Por incrível que pareça foi dum ser humano assim que o cotidiano utilizou-se para dar a vitória à Igreja, colocando-a no centro do poder e possibilitando sua longa trajetória pelo tempo. Depois da morte de seu genitor ocorrida no ano 306, as legiões o proclamaram Augusto, no entanto, Galério fez dele apenas um César. A partir daí, Constantino passou a exercer autoridade suprema no Ocidente (Bretanha, França, anteriormente chamada de Gália e Espanha), aos poucos assumindo o controle total do governo e provocando a inveja de Maxêncio, um filho de Maximiano. Seqüenciando uma longa trajetória como administrador, guerreiro e cidadão contraiu núpcias com Fausta, nada menos que a irmã de seu desafeto, o cunhado Maxêncio (?). Movimentando-se num intrincado cardápio de intrigas políticas e lutas pelo poder foi advertido pela própria esposa (?) de que o sogro armava uma conspiração para matá-lo. Nesse momento o instinto de preservação deve ter entrado em simbiose com a faceta violenta e cruel do Imperador, uma vez que "se deu um jeito" e o cadáver de Maximiano foi encontrado enforcado numa prisão. Constantino não dormiu no ponto (?)! Legítima defesa? Ou "todo homem é inocente, até prova em contrário"! Esse tipo de suicídio, bastante "manjado" continua sendo copiado no passar do tempo, através de tiranos, déspotas, e um mundo de salafrários, cientes da impunidade e integrantes dum "aborto" na história. Retomando o curso do relato, após a morte de Galério no ano 311, a geografia do Império Romano assumiu o seguinte contorno: o Oriente ficou sob a administração de Maximino Daia e Licínio, enquanto no Ocidente, Maxêncio e Constantino foramincumbidos de administrar tal legado, entretanto, esses dois últimos não estavam dispostos a dividir poder. Nesses termos, Maxêncio, o Augusto, antecipa-se declarando ser o único soberano legítimo e sucessor dos imperadores. Embora inferiorizado em termos de exércitos, Constantino parte pra batalha cruzando os Alpes e submetendo várias cidades italianas. Em 28/10/312 EC, contando com o entusiasmo de soldados disciplinados, estimulados por uma série de vitórias recentes, lança-se sobre o inimigo que atravessava o Tibre pela ponte de Mílvio. O confronto é deflagrado, as tropas deConstantino saem vitoriosas e o exército de Maxêncio foge em debandada, enquanto o mesmo perece no meio da confusão. Os bastidores dessa batalha estão repletos de estórias mirabolantes, bem ao gosto das crenças cristãs nesse período da história. Segundo Lactâncio, o Imperador teve um êxtase no qual recebeu a ordem de colocar sobre o escudo de suas tropas um sinal formado pelas letras"chi" ("c" em grego, que tinha forma de um xis) e "rho" ("p" em grego), que vinham a ser as iniciais gregas de Cristo. Muito embora não existam registros confiáveis sobre esse assunto, tal monograma foi encontrado em moedas e inscrições constantinianas, o que nada prova, além da ascendência do cristianismo no poder do Império. Todavia, Eusébio de Cesaréia, o bispo, escritor e apologista cristão, aquele que criava ficções sobre a passagem do Senhor, na Terra e no Concílio de Nicéia defendeu a tese do arianismo, mudando de partido quando pressentiu quem venceria a contenda, apresenta versão mais picante, sobre assunto por demais interessante, senão instigante Segundo esse emérito prelado e primeiro historiador da Igreja cristã, falecido em 341 EC, foi o próprio Imperador Constantino, o Grande, quem lhe confessou (o bom Eusébio estava em todas) ter tido as duas visões que o convenceram de que Cristo o

escolhera para missões extraordinárias. A primeira delas deu-se nas vésperas da batalha Saxa-Rubia, quando ele teria visto no céu, em meio às nuvens, a poderosa imagem da cruz e uma voz que lhe dissera: "Meus Pace est cum Vos... In Hoc Signo Vinces, ou Minha paz está contigo... com este signo vencerás". E de fato, assim se deu, pois apesar de inferiorizado bateu fácil a Maxêncio. Como a guerra ainda não acabara, em 28 de outubro de 312, um pouco antes de atravessar a Ponte de Mílvio sobre o rio Tibre, onde travaria outra batalha para chegar ao centro de Roma, novamente ouviu uma voz. Desta feita foi-lhe ordenado que removesse a águia imperial dos escudos romanos, colocando outro símbolo no seu lugar, conforme apregoado por Lactâncio. A partir daí o inimigo foi esmagado nas estreitezas da ponte, o próprio Maxêncio pereceu afogado e a vitória consolidou-se. Ocorrências miraculosas desse naipe, sempre fizeram parte dos relatos cristãos, onde realidade e ficção se misturam, para o bem de alguns e felicidade de um punhado. Por ocasião das aparições ocorridas em Fátima, Portugal, o Sol chegou a baixar no local do prodígio, assustando a multidão que debandou, ou estremeceu de medo. No entanto, apesar do fenômeno não ter sido constatado em nenhum outro local do planeta, ou qualquer observatório nas imediações, o bispo de Leiria, no ano 1929, apenas onze anos depois do evento declarou o reconhecimento da Igreja, no que tange ao aparecimento da"virgem", obviamente ratificando o milagre solar. Um deslocamento do Sol dentro dessas circunstâncias, conforme o relato de pessoas simples e induzidas, ou instigadas por fanáticos, com toda a certeza destruiria o Sistema Solar, num espaço de tempo relativamente curto, pois a organização das galáxias próximas ou distantes e do Universo como um todo é presidida pela Lei da Gravidade, acredite! Nesse evento de conseqüências trágicas para uma família de camponeses simples, duas crianças morreram de tuberculose causada por penitências e jejuns em excesso, enquanto outra envelheceu e morreu enclausurada num convento e totalmente isolada da sociedade. Até o momento, e, se o leitor ainda não percebeu, a semelhança entre o Padre Cícero e a madre Teresa de Calcutá reside no número de irmãos, pois ambos eram produto de famílias de três filhos, bem como ao fato de pertencerem a Igreja, na condição de religiosos dessa Entidade. Quanto ao resto, apenas diferenças profundas ou abissais! No tocante ao Imperador Romano Constantino, que era pagão por excelência, o lado religioso de ambos não pode ser comparado por motivos óbvios, ou cada um acreditava a sua maneira. Entretanto, no campo administrativo ou político, os dois poderiam apresentar semelhanças, pois eram gestores preocupados com o destino da sociedade onde estavam inseridos. O César "convencia" o povo de espada na mão, e várias cabeças daqueles que lhe fizeram frente foram cortadas, enquanto o Padim se utilizava do rosário na exortação dos recalcitrantes. A Igreja tem conhecimento de tudo isso, e apesar de homenagear o Padre Cícero com missas e vivas (seria isso por conta do óbolo de R$ 100 milhões deixados anualmente, por seus romeiros?) o mantém cassado, enquanto, transformou Constantino em santo (?)! Desperta fanático! AMÉM! Caros amigos e leitores do JUANORTE, uma biografia do Imperador Romano Flávio Valério Constantino, por mais simples que seja, além de abordar fatos ligados a guerras, conquistas de novos territórios, administração dum imenso Império, assassinato de inimigos e parentes bem próximos não pode deixar de citar sua grande intimidade com a Igreja Católica Apostólica Romana, pois além de permitir que essa Entidade (obviamente por conveniências políticas) sentasse no trono a seu lado foi considerado por alguns autores, seu primeiro papa. Pois bem inicialmente o cristianismo surgiu na Judéia, onde estava fadado a desaparecer, uma vez ser ignorado e desacreditado pelos próprios judeus. Entretanto, seus dirigentes, já naquela época "pensavam grande"; pois nesse caso, onde existia o poder? Onde residiam as benesses do fasto? Simplesmente na cidade de Roma, onde as coisas aconteciam e o destino de nações ou povos era traçado, por homens fantásticos, monarcas guerreiros equiparados aos deuses. Aí mesmo! Sim, Senhor! Nesse sentido e a exemplo do nordestino que se desloca para o estado de São Paulo em busca da sorte grande. Do "mundo pobre" que sonha com os encantos e facilidades da América, eles mudaram de "mala e cuia"para a capital do Império, montando, segundo consta um "acanhado escritório", em algum subúrbio duma Urbe efervescente e mágica. A honra, ou incumbência de tamanha responsabilidade foi conferida a um integrante do grupo, o apóstolo Pedro, já famoso num passado recente. Portanto, e resumindo o assunto os cristãos aconteceram porque estavam em Roma e Constantino passou a notá-los porque eles estavam dentro das fronteiras do Império, interagindo no seu dia-a-dia. Diferentemente de um cálculo aritmético, onde dois mais dois são quatro, ou de uma reação química quando se misturam substâncias, no momento em que se juntam pessoas, ou entidades, os resultados são impossíveis de prever, ou quantificar-se; acredite. Por isso, não foi o destino que aproximou Constantino da Igreja, mas as necessidades de uma gestão periclitante. Obviamente os resultados foram aparentemente imprevisíveis, todavia esperados por qualquer neófito; afinal, de um lado estava à máquina de guerra e conquista mais perfeita da época, e do outro, homens sedentos de poder e siderados nas benesses do fasto, ou nada menos que pessoas que sabiam o que queriam. E, como sabiam! Dando prosseguimento ao relato, Flavius Valerius Constantinus nasceu na Sérvia por volta do ano 280, e era filho de Constâncio Cloro e Helena, uma simples taverneira da Ásia Menor. Foi educado na corte de Diocleciano, depois de permanecer determinado período junto a Galério. Uma vez que esse convívio não o agradava, aproveitou-se de um chamado do pai e afastou-se da corte, sob alegativa de se integrar numa expedição rumo à Inglaterra. De alma complexa, o futuro Imperador Romano trazia consigo características por demais contraditórias, senão vejamos. Ora vigoroso, impetuoso, ora desanimado, influenciável, e às vezes cheio de generosidade e clemência, outras, violento, sanguinário e impiedosamente cruel. Em

algumas ocasiões era humilde, orgulhoso, instável, instintivo e supersticioso. Era um homem de personalidade obscura e caráter indefinido. Por incrível que pareça foi dum ser humano assim que o cotidiano utilizou-se para dar a vitória à Igreja, colocando-a no centro do poder e possibilitando sua longa trajetória pelo tempo. Depois da morte de seu genitor ocorrida no ano 306, as legiões o proclamaram Augusto, no entanto, Galério fez dele apenas um César. A partir daí, Constantino passou a exercer autoridade suprema no Ocidente (Bretanha, França, anteriormente chamada de Gália e Espanha), aos poucos assumindo o controle total do governo e provocando a inveja de Maxêncio, um filho de Maximiano. Seqüenciando uma longa trajetória como administrador, guerreiro e cidadão contraiu núpcias com Fausta, nada menos que a irmã de seu desafeto, o cunhado Maxêncio (?). Movimentando-se num intrincado cardápio de intrigas políticas e lutas pelo poder foi advertido pela própria esposa (?) de que o sogro armava uma conspiração para matá-lo. Nesse momento o instinto de preservação deve ter entrado em simbiose com a faceta violenta e cruel do Imperador, uma vez que "se deu um jeito" e o cadáver de Maximiano foi encontrado enforcado numa prisão. Constantino não dormiu no ponto (?)! Legítima defesa? Ou “todo homem é inocente, até prova em contrário”! Esse tipo de suicídio, bastante "manjado" continua sendo copiado no passar do tempo, através de tiranos, déspotas, e um mundo de salafrários, cientes da impunidade e integrantes dum “aborto” na história. Retomando o curso do relato, após a morte de Galério no ano 311, a geografia do Império Romano assumiu o seguinte contorno: o Oriente ficou sob a administração de Maximino Daia e Licínio, enquanto no Ocidente, Maxêncio e Constantino foram incumbidos de administrar tal legado, entretanto, esses dois últimos não estavam dispostos a dividir poder. Nesses termos, Maxêncio, o Augusto, antecipa-se declarando ser o único soberano legítimo e sucessor dos imperadores. Embora inferiorizado em termos de exércitos, Constantino parte pra batalha cruzando os Alpes e submetendo várias cidades italianas. Em 28/10/312 EC, contando com o entusiasmo de soldados disciplinados, estimulados por uma série de vitórias recentes, lança-se sobre o inimigo que atravessava o Tibre pela ponte de Mílvio. O confronto é deflagrado, as tropas de Constantino saem vitoriosas e o exército de Maxêncio foge em debandada, enquanto o mesmo perece no meio da confusão. Os bastidores dessa batalha estão repletos de estórias mirabolantes, bem ao gosto das crenças cristãs nesse período da história. Segundo Lactâncio, o Imperador teve um êxtase no qual recebeu a ordem de colocar sobre o escudo de suas tropas um sinal formado pelas letras "chi" ("c" em grego, que tinha forma de um xis) e "rho" ("p" em grego), que vinham a ser as iniciais gregas de Cristo. Muito embora não existam registros confiáveis sobre esse assunto, tal monograma foi encontrado em moedas e inscrições constantinianas, o que nada prova, além da ascendência do cristianismo no poder do Império. Todavia, Eusébio de Cesaréia, o bispo, escritor e apologista cristão, aquele que criava ficções sobre a passagem do Senhor, na Terra e no Concílio de Nicéia defendeu a tese do arianismo, mudando de partido quando pressentiu quem venceria a contenda, apresenta versão mais picante, sobre assunto por demais interessante, senão instigante. Segundo esse emérito prelado e primeiro historiador da Igreja cristã, falecido em 341 EC, foi o próprio Imperador Constantino, o Grande, quem lhe confessou (o bom Eusébio estava em todas) ter tido as duas visões que o convenceram de que Cristo o escolhera para missões extraordinárias. A primeira delas deu-se nas vésperas da batalha Saxa-Rubia, quando ele teria visto no céu, em meio às nuvens, a poderosa imagem da cruz e uma voz que lhe dissera: "Meus Pace est cum Vos... In Hoc Signo Vinces, ou Minha paz está contigo... com este signo vencerás". E de fato, assim se deu, pois apesar de inferiorizado bateu fácil a Maxêncio. Como a guerra ainda não acabara, em 28 de outubro de 312, um pouco antes de atravessar a Ponte de Mílvio sobre o rio Tibre, onde travaria outra batalha para chegar ao centro de Roma, novamente ouviu uma voz. Desta feita foi-lhe ordenado que removesse a águia imperial dos escudos romanos, colocando outro símbolo no seu lugar, conforme apregoado por Lactâncio. A partir daí o inimigo foi esmagado nas estreitezas da ponte, o próprio Maxêncio pereceu afogado e a vitória consolidou-se. Ocorrências miraculosas desse naipe, sempre fizeram parte dos relatos cristãos, onde realidade e ficção se misturam, para o bem de alguns e felicidade de um punhado. Por ocasião das aparições ocorridas em Fátima, Portugal, o Sol chegou a baixar no local do prodígio, assustando a multidão que debandou, ou estremeceu de medo. No entanto, apesar do fenômeno não ter sido constatado em nenhum outro local do planeta, ou qualquer observatório nas imediações, o bispo de Leiria, no ano 1929, apenas onze anos depois do evento declarou o reconhecimento da Igreja, no que tange ao aparecimento da "virgem", obviamente ratificando o milagre solar. Um deslocamento do Sol dentro dessas circunstâncias, conforme o relato de pessoas simples e induzidas, ou instigadas por fanáticos, com toda a certeza destruiria o Sistema Solar, num espaço de tempo relativamente curto, pois a organização das galáxias próximas ou distantes e do Universo como um todo é presidida pela Lei da Gravidade, acredite! Nesse evento de conseqüências trágicas para uma família de camponeses simples, duas crianças morreram de tuberculose causada por penitências e jejuns em excesso, enquanto outra envelheceu e morreu enclausurada num convento e totalmente isolada da sociedade. Até o momento, e, se o leitor ainda não percebeu, a semelhança entre o Padre Cícero e a madre Teresa de Calcutá reside no número de irmãos, pois ambos eram produto de famílias de três filhos, bem como ao fato de pertencerem a Igreja, na condição de religiosos dessa Entidade. Quanto ao resto, apenas diferenças profundas ou abissais! No tocante ao Imperador Romano Constantino, que era pagão por excelência, o lado religioso de ambos não pode ser comparado por motivos óbvios, ou cada um acreditava a sua maneira. Entretanto, no campo administrativo ou político, os dois poderiam apresentar semelhanças, pois eram gestores preocupados com o destino da sociedade onde estavam inseridos. O César “convencia” o povo de espada na mão, e várias cabeças daqueles que lhe fizeram frente foram cortadas, enquanto o Padim se utilizava do rosário na exortação dos recalcitrantes. A Igreja tem conhecimento de tudo isso, e apesar de homenagear o Padre Cícero com missas e vivas (seria isso por conta do óbolo de R$ 100 milhões deixados anualmente, por seus romeiros?) o mantém cassado, enquanto, transformou Constantino em santo (?)! Desperta fanático! AMÉM!

 

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