O primeiro jornal fast-news do Nordeste
JUAZEIRO DO NORTE - CE
JUANORTE
O Think Tank da Metrópole do Cariri

Capa  15/10/2017  Edição 440

SEM DNA NÃO É JUSTO - 42

 

Foto: Estátua do Padre Cícero-Juazero

CConforme explicitado em textos anteriores, ou mais precisamente na parte ou capítulo de número 40, a Igreja Católica Apostólica Romana tem 43 ou 45 dogmas, totalmente desconhecidos da maioria de seus dois bilhões de adeptos (que ao longo da trajetória de 17 séculos ininterruptos da Entidade, se limitam a ouvir ordens sobre o que deve ser feito e, pagar religiosamente o dízimo), e, que estão agrupados nos seguintes temas, ou seja: 1.CINCO dogmas sobre Deus (Deus existe - A existência de Deus é objeto de fé - Deus é único - Deus é eterno - A Santíssima Trindade é real); 2.OITO dogmas sobre Jesus Cristo(Jesus Cristo é verdadeiro Deus e filho de Deus por essência- Jesus possui duas naturezas que não se transformam nem se misturam - Cada uma das duas naturezas em Cristo possui uma própria vontade física e uma própria operação física - Jesus Cristo é homem e, ao mesmo tempo, Filho natural de Deus - Cristo imolou-se a si mesmo na cruz como verdadeiro e próprio sacrifício - Cristo nos resgatou e reconciliou com Deus por meio do sacrifício de sua morte na cruz - Após sua morte, ao terceiro dia, Cristo ressuscitou glorioso dentre os mortos - Cristo subiu em corpo e alma aos céus, onde está à direita de Deus Pai);3.TRÊS dogmas sobre a criação do mundo (Tudo o que existe foi criado por Deus a partir do Nada - Caráter temporal do mundo - Conservação do mundo); 4.TRÊS dogmas sobre o ser humano (O homem é formado por corpo material e alma espiritual - O pecado de Adão se propaga a todos seus descendentes por geração, não por imitação - O homem caído não pode redimir-se a si próprio); 5.QUATRO dogmas marianos (A Imaculada Conceição de Maria - Maria, Mãe de Deus - A Assunção de Maria - A Virgem); 6.CINCO dogmas sobre o papa e a Igreja (A Igreja foi fundada por Jesus Cristo - Cristo constituiu o Pedro como primeiro entre os Apóstolos e como cabeça visível de toda Igreja, conferindo-lhe imediata e pessoalmente o primado de jurisdição - O Papa possui o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda Igreja, não somente em coisas de fé e costumes, mas também na disciplina e governo da Igreja - O Papa é infalível sempre que se pronuncia 'ex cátedra' - A Igreja é infalível quando faz definição em matéria de fé e costumes); 7.NOVE dogmas sobre os sacramentos (O Batismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo - A Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento - A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo - A Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é necessária para a salvação - A Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo - Cristo está presente no sacramento do altar pela Transubstanciação de toda a substância do pão em seu corpo e toda substância do vinho em seu sangue - A Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por

Cristo - A Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo - O Matrimônio é verdadeiro e próprio Sacramento); 8.OITO dogmas sobre as últimas coisas (escatologia)- (A Morte e sua origem - O Céu/Paraíso - O Inferno - O Purgatório - O Fim do mundo e a Segunda Vinda de Cristo - A Ressurreição dos Mortos no Último Dia - O Juízo Particular - O Juízo Universal). Conforme o leitor deve ter notado, principalmente aqueles que telefonam a este Autor argumentando sobre o tema e solicitando mais esclarecimentos a respeito do assunto, na parte ou capítulo XL este Autor antecipou que o número de dogmas da Igreja era 43 e não os 45 atualmente apresentados. Isso, no entanto se explica pelo fato da existência de outras listas de dogmas, alguns decorrentes desses acima relacionados e outros de desenvolvimento independente. Não raros, ou aqueles que não acompanharam a exploração do assunto desde o princípio, ou no distante dia 06/11/2016, quando este Autor publicou a primeira parte ou capítulo do trabalho ou tema: "Sem (o exame de) DNA não é justo (uma condenação em cima de bases honestas)", até o momento demonstram certo interesse sobre como será o final desse relato, que vem sendo "tecido semana a semana". Nessa oportunidade, em Novembro passado o mesmo garantiu para os devotos e admiradores do Padre Cícero Romão Batista, que sua excomunhão decretada na reunião do Santo Ofício, em 12/07/1916, bem como a transformação dessa punição em cassação definitiva, em 23/02/1921 (numa carta simples assinado e remetida pelo cardeal Merry del Val, ao bispo da diocese do Crato/CE, dom Quintino Rodrigues) foi fruto de ódios, rancores, e, sobretudo "temores", e, jamais, algo fundamentado em cima de bases técnicas, até porque elas não existem, nem podem ser avocadas e provadas no mundo científico ou real, além da conceituação como "dogmas", onde os supostos milagres das hóstias ensangüentadas inexoravelmente entraram em rota de colisão com alguns deles. Continuando com o relato ou retomando o fio da meada, torna-se imperativo deixar claro, por exemplo, que o cânon bíblico, ou seja, a lista dos 73 livros que compõem a Bíblia católica é dogmático, pois o fiel seguidor deve crer, como verdade incontestável, que tais livros, e nenhum outro mais entre os conhecidos, foram inspirados por Deus e, portanto, são suas palavras. Aliás, a inspiração divina da Bíblia e sua inerrância também são dogmas católicos.Quando Deus, no quinto mandamento, de forma imperativa e incondicional, proclama o "Não matarás!", Ele eleva a vida humana à condição sagrada, pois teve origem na ação criadora de Deus e a Ele permanece intrinsecamente ligada. Só Deus é o dono da vida, o que leva o aborto, a eutanásia, o homicídio e até o suicídio à categoria de pecados, já que são atos contrários à vontade de Deus. Entretanto, e a adversar o que foi adiantado, através de axiomas ou premissas enérgicas, a própria Igreja, no decorrer de sua trajetória longeva, quando necessário ou atendendo suas conveniências de dominação da massa ignara, esperançosa e suplicante tem desprezado algumas proibições importantes para mortais comuns, senão vejamos. Por ocasião da "santa" Inquisição, um período que abarcou vários séculos e olvidando tudo isso, que certamente faria da Terra um Paraíso, a Igreja não vacilou na total desobediência desse mandamento e 50 milhões de pessoas pagaram com a vida, pelo simples fato da discordância. Os dogmas, na realidade, a exemplo da Constituição, ou Carta Magna de um País são um conjunto de leis que obrigatoriamente deve ser obedecido por todos os fiéis seguidores de determinada doutrina, e isso é comum no bojo das três grandes religiões monoteístas de tronco abraâmico existentes. Prosseguindo nessa mesma balada ou toada, o escritor e apologista católico Ott Ludwig, no conteúdo de sua obra:"Fundamentals of the Catholic Dogma e Introdução ao estudo dos Dogmas da Igreja Católica" apresenta nada menos do que 249 dogmas, listados no Apêndice desses livros. Na oportunidade e continuando nesse mesmo diapasão torna-se imperativo deixar claro, aos adeptos do catolicismo, ou a todo aquele que deseje conhecer a relação completa dos dogmas, que o local, por excelência, onde os mesmos constam é o Catecismo da Igreja Católica, lembrando-se ainda que também lá não seja possível precisar-lhes o número, pois podem está agrupados ou destacados conforme a intenção daquele que os lê, estuda ou escreve sobre eles. As questões religiosas são esclarecidas ou resolvidas através da hermenêutica, que é uma ciência que explora a fé dos devotos, daí jamais ser contraditada ou colocada em dúvida, por motivos bastante óbvios. Os dogmas ao longo dos séculos foram criados e aprovados em grandes encontros realizados pela Igreja e denominados Concílios, onde a Entidade escolhia determinadas cidades e o séquito papal se deslocava para esse local em grande pompa ali permanecendo por determinado período. Um desses Eventos mais longos e mais badalados na história da Igreja foi o Concílio de Trento realizado nessa cidade (Trento), na Itália, no período de 1545 a 1563, no auge da Reforma Protestante. Além de demorar-se por dezoito anos, esse conclave terminou numa inesquecível rodada de sopapos, tabefes e bofetões, onde só não apanhou que não estava presente nesse inusitado encontro. Pois bem, visando fazer frente ao movimento deflagrado por Lutero, a Igreja Católica reuniu-se em Trento e aprovou os livros considerados apócrifos em 08/04/1546 como meio de combater a Reforma protestante. Nessa época os protestantes hostilizavam violentamente as doutrinas romanistas do purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras, e mais outras, que eles (os protestantes) achavam impossíveis, impraticáveis. A Igreja via nesses livros apócrifos uma base para tais doutrinas, e apelou para eles aprovando-os como canônicos. Houve prós e contras dentro da própria igreja, tanto no período do Concílio, bem como depois desse Evento. Nessa época os jesuítas exerciam muita influência no clero e os debates sobre os apócrifos motivaram ataques dos dominicanos contra os franciscanos. O estudioso bíblico e católico John L.. Mackenzie em sua obra, o "Dicionário Bíblico" sob o verbete, Cânone, comenta que no Concílio de Trento houve várias "controvérsias notadamente candentes" sobre a aprovação dos livros apócrifos. Mas o cardeal Pallavacini, em seu trabalho "História Eclesiástica" declara mais nitidamente que em pleno Concílio, 40 bispos dos 49 presentes travaram luta corporal, agarrado às barbas e batinas uns dos outros. Aleluia irmão! Nota-se que a inspiração divina exagerou na dose, como na votação de matérias contra o povo no Congresso Nacional em suas apimentadas sessões, todas elas "visando o aprimoramento das Leis, o engrandecimento do País e o bem estar da população brasileira"! Lérias! Acorda macho! Desperta fanático! AMÉM! !

CREDO JUANORTE
LOCALIZAÇÃO